sexta-feira, 29 de julho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* – 15º Capítulo*

 

Minhas Imagens-1

“Sentei-me, confortavelmente, enquanto ele colocava o cinto de segurança. Arrancamos, não a grande velocidade.”

Ouvi o som da porta, alguém a bater freneticamente e falaram:

- Posso?

Encontrava-me sentada no chão, no meio da grande carpete preta; guitarra entre mãos. Aquela voz, não me era estranha, claro… Tiago!

- Sim, claro! – Respondi apressadamente, fazendo-o diminuir o espaço existente entre nós.

Virei repentinamente todo o meu corpo ficando a olhar o ser mais perfeito diante de mim. Elevei a guitarra um pouco no ar e coloquei-a em cima da carpete preta, dando lugar à posição contrária da que tinha feito anteriormente. Encontrava-me de pé, beijando uma das pessoas mais importante da minha vida.

- Hey amor, que fazes aqui? – Perguntei-lhe soltando-me do beijo mais apetecível.

- Saudades… saudades tuas! – Falou desviando uma pequena mecha de cabelo dos meus olhos verdes.

- Pois, pois! Diz lá o que queres… - Revirei os olhos.

- Bem, é claro que eu tinha saudades tuas e muitas, amor. Mas sim, eu não vim aqui apenas para matar saudades. Tenho uma proposta para ti que tu vais… adorar! – Proferiu tais últimas palavras com entusiasmo fatal, começando a deixar-me curiosa e um pouco nervosa.

- Ai, estás a deixar-me curiosa, conta lá que tipo de proposta é! Já que eu vou gostar, podes ser directo! – Atrapalhando as palavras completamente umas nas outras, lá consegui exprimir aquilo que queria. Basicamente, saber que tipo de proposta seria…

- Claro que vais gostar! Tu adoras desportos radicais, não é, amor? – Sorriu travessamente enquanto me aproximava.

- Hã?! Tu por acaso falaste em desportos radicais Tiago Filipe? Eu adoro! Conta-me babe, vá lá! – Implorava-lhe puxando a camisola como uma criança pedindo um chupa-chupa.

- Hm, vais ter de me convencer primeiro, princesa.

- Que não seja por isso, anjo!

Acabando de pronunciar tais palavras, aproximei-me do ser que se divertia com pequenas mechas do meu cabelo achocolatado e puxei-o apenas para mim. Beijei-lhe os lábios carnudos avermelhados, coloquei a minha mão na parte lateral do seu abdómen e falei-lhe pormenorizadamente ao ouvido:

- Vais dizer-me qual é a proposta ou vou ter de te obrigar, amor?

- Prefiro quando me obrigas! - Pronunciou a última frase num à vontade total; o que me fez perder toda a concentração que tinha anteriormente na guitarra.

- Ai, sim? Eu prefiro quando me contas logo porque caso contrário vou ser obrigada a fazer beicinho! E tu não vais resistir! – Calculava que falava friamente, mas esforçava-me para não deixar as minhas gargalhadas notarem-se.

- Isso não chega! Vais ter de mostrar mais empenho ou caso contrário vais ter de esperar até ao dia - Aquele olhar que pairava sobre mim, originava arrepios que percorriam cada nervo do meu corpo.

- Hm… Veremos! – Minha língua já não dava permissão às cordas vocais para falar e como se alguma força a empurrasse, a minha cabeça balançava ao encontro da sua. Meus lábios colavam-se aos dele, lentamente.

Um calor tinha invadido repentinamente o meu quarto, contagiando-me. Meu corpo precipitava-se agora para cima do colchão macio, indo de encontro ao dele. Conseguia sentir a intimidade das suas coxas masculinas tocando as minhas e dos seus lábios beijando o meu pescoço. Era uma sensação de súbita magnífica!

- Lé, a sua mãe chamou-a para... – Luísa entrava freneticamente pelo corredor, que se situava próximo do meu quarto. Entrou, vendo a porta aberta - Desculpe, já estou de saída! - Falava enquanto abandonava o quarto muito apressadamente, acabando por fechar a porta muito atrapalhada.

- Que vergonha Tiago! Devíamos ter fechado a porta…

- Sim, amor! Mas agora que ela foi embora, podíamos acabar aquilo que começamos…


- Não! Tiago, vais me dizer já o que planeaste, ou então vou convencer-te e não vai ser com carícias, sim? –
Voltei o meu corpo na direcção contrária à dele cruzando os braços junto ao peito.

- Gosto quando és má!

- Ai, gostas? Acho que não vais gostar muito quando não te falar!

- Isso não, amor! A tua voz é essencial! – Estas palavras dele mexeram comigo; mas tinha de ser mais forte do que qualquer coisa que sentisse pelo ser que estava comigo.

- Então vai-te habituando, porque se não me disseres vais passar muito tempo sem a ouvir! – Um pequeno arrepio correu-me na espinha e acalmou no coração; como poderia eu dizer isto a uma das pessoas que mais amava no mundo, pensava.

Continuaa…

_____________________________

Oláá gente! Espero, sinceramente, que tenham gostado do capítulo.
Quero comentárioos! *-*

Eu dedico à Carina que no meio de uma brincadeira acabou assim! :)
Beijinhos Coração vermelho

terça-feira, 19 de julho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* - 14º Capítulo*


Minhas Imagens-1

“ - Não Tiago! Pára de me beijar porque estamos em pleno centro comercial e acabamos de ser expulsos do cinema! “

- Oh, está bem!

- Ah, bem me parecia que não querias que nos chateássemos já. Vamos comer qualquer coisa? Sim, porque filme nós já não pudemos ver nenhum!

- Claro amor, tu tens direito a tudo!

- Oh! - Falei ignorando o que ele dissera - Vamos lá então…

**

- Tenho saudades daqueles momentos! – Exclamei enquanto recordávamos bons momentos, passados com a turma.

- Também eu, acredita!

- Eu acredito! – Disse tentando esconder a comida que me enchia a boca.

- Até a comer tu és linda! – Elogiou-me com um ar pensativo – Por que nunca reparei em ti? Por que nunca me disseste que gostavas de mim? Porquê?

- Isso agora não importa. Eu tinha medo da tua reacção, tinha medo de sofrer outra vez. O que importa agora, é que o destino nos juntou e estamos juntos aqui, hoje e para o que der e vier. Podes contar sempre comigo e eu suponho contar sempre contigo. Percebido? Não quero que penses mais nisso! Ah, a propósito, eu não sou linda! – As suas mãos entrelaçadas nas minhas; frias como gelo, movimentavam-se freneticamente.

- Oh princesa, não sejas tola, tu és linda de qualquer maneira! Amo-te! – Disse-o de uma forma tão inocente que fez que eu retribuísse com a doçura merecida.

- Eu também te amo! – Uni de novo os nossos lábios, formando um beijo cada vez mais delirante.

- Que horas são?

- São… 16h30, já queres ir embora?

- Depende, só se não quiseres vir comigo às lojas…

- Oh Lé, não… - Ripostou mostrando-se indisponível para me acompanhar numa vista às montras.

- Vá lá Tiago, só uma loja. Até parece que não queres que eu esteja linda – Murmurei junto ao seu ouvido.

- Pensando assim… vamos lá!

Ainda só tínhamos andado da secção dos restaurantes até à das lojas e já podia notar o ar cansativo no rosto do Tiago:

- Oh, desculpa! Sabes que eu adoro vir ao Shopping, mas sei que tu não tens paciência, se quiseres podemos ir embora.

- Não Lé, eu fico aqui contigo até às horas que quiseres, mas depois vais ter que me compensar…

- Hm… está bem! – Gargalhei; uni rapidamente os nossos lábios.

**

- Gostas? – Perguntei-lhe dando voltas e voltas em frente ao espelho. Queria um vestido novo há muito tempo e com o meu namorado a oferecer-se para pagar, tinha que aproveitar. Já por isso, não quis um vestido elaborado e caro, uma coisa simples e barata bastava.

- Claro que gosto, eu gosto sempre! Mas mesmo assim, este fica-te mesmo bem! – Disse convencido olhando-me – Leva este, amor!

- Obrigada, também adorei este!

Vesti-me e saí dos provadores, ele tinha sido um querido comigo, ofereceu-se para pagar o vestido e fez-me companhia numa das coisas que ele mais detesta.

- Agora, vamos embora?

- Sim, podemos ir – Balbuciei estranhamente.

- Estás bem, princesa? – Perguntou-me levando o meu queixo face á direcção do seu rosto.

- Sim, podemos ir para casa agora. Acho que a visita ao Shopping está feita… por hoje!

- Vamos já para casa, amor… – Beijou-me docemente – Por hoje… - Murmurou entre os dentes.

- Disseste alguma coisa?

- Não. Não disse nada, foi impressão tua! – Falou atrapalhado e eu gargalhei.

Fomos andando até ao parque de estacionamento, Tiago entrelaçou as suas mãos nas minhas e eu sorri. Quando chegamos perto do carro, Tiago pressionou o botão da chave que dava acesso ao desbloqueamento de segurança do Audi R8, seguindo-se do desbloqueamento das portas. Sentei-me, confortavelmente, enquanto ele colocava o cinto de segurança. Arrancamos, não a grande velocidade.

Continuaa…

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Hoje o dia foi muito giro *-*   Finalmente saí de casa e fui passear por Barcelos com a Luísa e com a Daniie!  (só falta a Bruninha vir aqui :x)
Bem, este capítulo foi mais pequenino… Muahahaah =)
<3

Beijinhos :3

quarta-feira, 13 de julho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* – 13º Capítulo*

Minhas Imagens-1

   “Então, eu vou comprar as pipocas! – Falei amuada.”

- Está bem, minha teimosa!

- Até já! – Ignorando o que ele dissera, falei já indo de encontro à Popcorn Shop.

Dei alguns passos até chegar à “Popcorn Shop” do cinema. Comprei o máx. de tamanho e tive em conta comprando só uma para partilharmos a mesma. Após o pagamento voltei para a beira da bilheteira, mas o Tiago já não estava lá.

Lé, estou aqui! – Chamou por mim, já à entrada da sala do cinema, vendo-me agitada à sua procura.

Vendo-o, dei uma corrida até chegar ao seu lado. Avistando as pipocas interrogou-me:

- Entramos? Visto que só trazes uma caixa de pipocas, vamos ter de partilhar!

- Sim, entramos! Oh, desculpa… Sempre que venho com a Clara, compramos um Max. para partilharmos. Se quiseres eu posso trocar! – Falei atrapalhando as palavras umas nas outras, sem saber o que dizer!

- Lé – Desviou uma mecha do meu cabelo ondulado – Não precisas de pedir desculpa, até é melhor assim! – Deu-me a mão e entramos.

Entramos e sentámo-nos no lugar indicado no bilhete. Enquanto estávamos á espera que o filme começa-se, o Tiago colocou o braço em torno do meu pescoço. Passado algum tempo, o filme começou e durante o mesmo, o Tiago aproximava-se cada vez mais de mim. Nas partes mais assustadoras eu quase gritava e ele apertava-me a minha mão, tranquilizando-me.

Até que, o filme chegou a uma parte mesmo assustadora, onde uma espécie de “zombie” saía de uma gruta escura de noite! Aí eu descontrolei e atirei-me para cima dele, assustando-o por pouco. Coloquei a minha cabeça no peito dele, tapando os olhos com a palma das mãos. Tiago levantou a minha cabeça e segurou-me nas mãos, aí os nossos olhares cruzaram-se e ficamos hipnotizados um no outro.

Bem… Eu estava nervosa! O meu coração dava cem batimentos por segundo e as minhas mãos tremiam como um tremor de terra, podia sentir, estava agitada!
Mas… Tiago largou as minhas mãos e acariciou o meu rosto, numa fracção de segundos podia sentir os seus lábios tocarem nos meus, tão levemente que parecia que estava a ser elevada, as borboletas eram muitas no meu estômago e aquele beijo apaixonante, doce e suave fez com que eu rodeasse o seu pescoço automaticamente e que ele me amarrasse intensamente, sentindo os seus lábios dando permissão aos meus para avançarem.

Após este beijo desejado há muito pelos dois, desliguei-me dos seus lábios, ainda contendo vestígios dele na minha boca. Levemente, fui abrindo os olhos, com medo do que poderia estar à frente da minha visão e num impacto os abri de uma só vez e pude ver o rosto que me fascinava a cada segundo.

- Tiago… - sussurrei, tentando explicar-lhe qualquer coisa… mesmo eu, não sabia o quê.

- Não digas nada! – Murmurou encostando o indicador junto aos meus lábios; aproximou-se e retornou ao beijo que me fazia delirar.

Aquela sensação voltava a fazer sentir-se em mim, mas desta vez a intensidade diminuíra, talvez por já saber, ou conhecer melhor aquilo que imaginava desde o primeiro dia em que o vi.

- Letícia Monteiro, queres ser minha namorada? – Perguntou sem hesitação. Notava-se que estava determinado e não voltaria com a sua palavra atrás, esta maneira dele ter proferido, deixava-me atónita e surpreendida… fiquei sem reacção.

– Eu amo-te Tiago, mas e se as coisas correrem mal? Tens a certeza?

- Nunca tive tanta certeza em toda a minha vida Letícia, eu também te amo, desde aquele Sábado, eu não consigo deixar de pensar em ti! Esses teus olhos deslumbram-me e digo com todas as palavras EU AMO-TE LETÍCIA MONTEIRO! – Tiago começou a gritar em pleno cinema, eu estava mais feliz do que nunca, mas mesmo assim, aconteceu o que eu temia.

**

- Oh meu palerma, eu não te avisei que íamos ser expulsos? – Disse-lhe, um pouco zangada enquanto o segurança que me amarrava, me arrastava.

- Estás a ver eu importado com isso? Sim, tu avisaste mas era mesmo o que eu queria, para te poder tocar, beijar, sentir... – Foi enumerando as palavras conforme os beijos apaixonados que me dava e que eu não resistia, envolvendo a minha cintura com as suas mãos suaves enquanto o seu pescoço, rodeado era pelas minhas, os seguranças já tinham ido e ele apoderava-se dessa situação.

- Tiago pára! Não sei se reparaste, mas estamos no centro comercial! – Dei uma pequena gargalhada enquanto ele continuava me prendendo entre os seus braços. – Não, Tiago! Agora pára, a sério!

- Oh, está bem! Mas se estivéssemos sozinhos… - Sua voz mudava tão rapidamente de tom como que se tivesse um dom super natural de o fazer.

- Acho que estás muito atrevido ou é assim só impressão minha? - Algo me interrompeu.

- Não Tiago! Pára de me beijar porque estamos em pleno centro comercial e acabamos de ser expulsos do cinema!

Continuaa…

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Bem, mais um capítulo…
Este é romântico xD
Espero que tenham gostado! Agradeço às novas seguidoras…
Beijinhos

quinta-feira, 7 de julho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* - 12º Capítulo*

Mesmo depois de entrar no meu quarto, continuava a dizer as várias coisas que tinha de fazer:
-...escolher o perfume, pintar as unhas...
-Lé, estavas a falar sozinha? - Era a minha mãe, acho que nunca me tinha visto assim tão entusiasmanda como hoje.
- Não mãe, estava a dizer á Luísa o que tinha...para…fazer! - Só depois me apercebi que não estava na cozinha, mas sim no meu quarto e que Luísa não estava lá para me ouvir!
- Hahaha, estava mesmo a falar sozinha, estou mesmo parva! - Dei uma gargalhada tão alta, que a minha mãe ficou a olhar para mim, até que saiu do quarto sem obter resposta nenhuma.
Passou uma hora, até que finalmente decidi a roupa que ia levar ao encontro, eram onze horas e tinha mais uma hora para escolher o calçado, perfume, a cor das unhas…
- O que?! Já são onze horas? Tenho de me despachar!
Passou-se uma hora e já tinha tudo mais que perfeito e preparado. Era meio-dia e cinco quando olhei para o relógio e ouvi Luísa a chamar-me para almoçar. Durante o almoço, não falamos de mais nada para além do meu encontro com o Tiago.
Quando se juntam, a Luísa e a minha mãe, são mesmo aborrecidas! Num bom sentido claro, pensava.
Depois de almoçar, fui para cima para acabar de me arranjar e vesti este conjunto, não queria ir demaisiado “chique”, afinal iamos apenas ao cinema, mas nada demasiado simples: Umas calças tipo leggings pretas, uma camisola com uma cor escura fantástica com um estampado a combinar e um casaco mesmo lindo cinza. Para o calçado, lembrei-me que no dia anterior quando tinha ido ao Shopping com a Clara, tinha comprado uma espécie de botas, que eu adorava!                                                    
**
Depois de me vestir, tranquei-me na casa de banho para me maquilhar, mas parecia que nada ficava bem, por isso, meia hora dedicada apenas aos cosméticos! De seguida, estava na hora de escolher como levaria o cabelo, preso, solto, esticado , encaracolado, ondulado. Tanta coisa para decidir! Mas no final, acabei por escolher cabelo solto encaracolado. Quando finalmente estava pronta, eram 13:45 e o Tiago devia estar quase a chegar.
Ainda tentei sentar-me no sofá e ver televisão mas não conseguia, as minhas pernas tremiam e o calor voltava a superfície da minha pele!
Passados 10 minutos, ouvi um carro a parar na entrada da minha casa, era o Tiago finalmente!
- Luísa, Mãe, o Tiago chegou, até logo! - Gritava enquanto já tinha a mão na porta e apenas me faltava um passo para sair de casa.
- Juízinho Lé! – Retribuíram, as duas igualmente aos gritos, mas eu já não as ouvia, porque estava fora de casa!
Já fora de casa, a minha cara transparecia alegria, tinha um sorriso de orelha a orelha, ainda tentei disfarçar, mas não conseguia!
- Então, pronta para ir ao cinema?
- Contigo, sempre...Ham...quer dizer, eu estou sempre pronta!
Tiago deu uma pequena risadinha ao ouvir as minhas palavras, aposto que tinha ficado todo convencido, afinal tinha razões para tal. Depois, ligou o motor e seguimos para o cinema. Durante toda a viagem, trocámos olhares longuíssimos e algo me dizia que aquela ida ao cinema, não ia ser para esquecer.
**
- Que filme queres ver? - Perguntei-lhe, hesitando.
- Pode ser de terror? Que tal o “Enterrado Vivo”? Já me falaram muito nele!
- Claro! - Retribui-lhe completamente entusiasmada.

Fomos comprar os bilhetes, mas ele não me deixou pagar o meu! Os rapazes são sempre muito machistas, então eu não comprava e pagava o meu bilhete? Mas, eu não quis estragar o momento, por isso deixei que ele me comprasse o bilhete, mas claro que resmunguei:
- Tiago, eu compro o meu!
- Lé, eu convidei, eu pago!
- Mas… - Ia falar quando um pensamento me interrompeu - “Que mania, então eu não trouxe dinheiro?” – Ok, mas só porque tu insistes! “Não, só porque eu não queria estragar o clima!” – Mas será que estes pensamentos não me largavam? - Então, eu vou comprar as pipocas! – Falei amuada.
Continuaa...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Novo Visual

Olá gente!
Decidi mudar o visual do nosso blogue! Hm... azul, eu gostei (:
E vocês? Que acham?
Vá, quero opiniões sicneras ;P

Beijinhos <3

sexta-feira, 17 de junho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* - 11º Capítulo*


"Toda esta conversa me lembrava os velhos tempos, em que ela tinha todo o tempo do mundo para mim."

 Oh, essa idade é tão linda! Mas tens a certeza que ele gosta mesmo de ti ou não se estava só a aproveitar? - A minha mãe é tão desconfiada! Mas já tinha saudades desta desconfiança!
- Ai mãe, que coisa! Não não está, eu vejo no olhar dele, no brilho dos seus olhos, ele olha para mim de maneira diferente e faz-me sentir especial, ele tentou beijar-me, mas eu não consegui, depois arrependi-me, mas afastei-o e ele ficou desanimado – Ao mesmo tempo que ia contando tudo isto à minha mãe, a minha voz ficava mais triste; era certo que estava arrependida.
- Letícia eu digo isto porque eu já tive a tua idade e não quero que tu sofras com isso. É óptimo ver que estás feliz e espero que amanha corra tudo bem! Agora vamos jantar, sim? – A minha mãe continuava a mesma, sempre preocupada com a minha felicidade, não sei quanto tempo tinha dormido mas ainda era de noite, sim, nós tínhamos de ir jantar.
- Claro! Que horas são?
- São 20:30, a Luísa vinha chamar-te, mas quis ser eu a vir aqui por isso, toca a levantar! – Sempre com aquele feitio, que me deixava contente respondeu.
Levantei-me e abracei-me a ela, descemos as escadas juntas. Após momentos e momentos de silêncio, interrompi:
- Hm… Que cheirinho Luísa. O que é o jantar? - Perguntei enquanto aquele cheirinho penetrava no meu sentido olfactivo e Luísa passeava da cozinha para a sala de jantar com as travessas na mão.
- Lasanha, Menina Letícia, a sua comida favorita! – Falou olhando-me com um olhar de ternura, pois sabia que era a minha comida favorita!
- Que bom! Obrigada, Luísa – Proferi sentando-me na cadeira, pronta para jantar.
Ao jantar, eu e a minha mãe não falamos de outra coisa senão EU, ela queria saber tudo, escola, amigos, amigas, novidades e até os gostos do Tiago. Após o jantar, estava cansada e sobretudo com sono.
- Com licença, vou-me deitar, hoje o dia foi muito cansativo e preciso de descansar para amanhã estar perfeita – Gargalhei.
- Vai lá meu amor – Disse a minha mãe acompanhando de um doce beijo na testa – E não te esqueças, eu adoro-te – Murmurou-me ao ouvido e eu retribuí o gesto.
Subi até ao meu quarto, apressei-me a preparar e deitei-me, muito cansada, adormeci num instante. Mas a noite não foi assim tão “perfeita” como eu desejava.
Um sonho surgiu naquela noite, não se pode chamar de sonho porque foi mesmo um pesadelo, não me lembro bem o que aconteceu, mas do que me lembro, é suficiente para me arrepiar.
[Sonho Lé] Uma visita de estudo à cidade de Barcelos, no Distrito de Braga do meu mesmo país, Portugal. O Castelo de Barcelos é conhecido e a nossa professora de História Local sempre quis levar-nos a visitá-lo. Pois foi um dia mal escolhido, o caminho de autocarro foi magnífico, os olhares cruzados entre mim e o Tiago foram bastantes e as conversas e gargalhadas com a Clara, ainda melhores. Chegando à cidade, visitamo-la e passeamos pelas plenas ruas cheias de gente. Mas, a pior passagem foi a Ponte Medieval onde aconteceu a morte de uma das pessoas mais importantes da minha vida… A Prof. Isabel chamou-nos atenção ao moinho de vento que lá existia, velho e antiquado, mas causador do meu sofrimento. Era só um sonho mas parecia a vida real, o espelho da realidade estava ali à minha frente, era só abrir os olhos, mas eu não queria. Aquilo ultrapassava o normal.
Nós aproximamo-nos e de repente ouvimos um ruído vindo do mesmo local em que nos situávamos e foi aí que vimos alguém a desequilibrar-se e a cair ao rio Cávado. Tiago não, eu não conseguia gritar, o que me apetecia era atirar-me com ele e seguir-lhe o rasto para onde quer que ele fosse e sentir-me apenas um junto dele. Eu tentei, mas alguém que estava perto de mim, impediu-me e acalmou a minha pressão, Clara, gritava para que me largasse mas ela não deixou
[Fim do Sonho]
Acordada no momento em que alguém me impedia, suscitei, a dor não me largara, passado alguns momentos incuráveis, adormeci preocupada.
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[No Dia Seguinte]
Levantei-me com o relógio “mental”. Estava tão ansiosa que até acordei sem a Luísa me chamar, o que não é habitual porque adoro a minha cama. Ainda nem 10h eram, faltavam quinze minutos, mas a Luísa já estava acordada de certeza. Vesti o meu robe, e fui á casa de banho, lavar as lagrimas que ainda escorriam pelo meu rosto.  A grande causa: o pesadelo que parecera mesmo real. De um momento para o outro fiquei tão fragil como uma criança de 5 anos, quando tem medo de algo de noite. Há horas que tinha tido o pesadelo, mas continuava assustada como que se estivesse a acabar de acordar.Depois disso, mentalizei-me que tinha sido apenas um pesadelo, não tinha sido real, e fui tomar o pequeno almoço.
 -Que foi Me..Lé?! - Perguntou-me Luísa, vendo que eu estava demasiado em baixo. O que não é normal.
- Para além de hoje ir ao cinema com o Tiago, tive um pesadelo horrível que parecia mesmo realidade! - Enquanto isto foi dito com um tom muito sério - Lá se foi a minha tão importante noite de beleza! - Falei com um tom de riso!
-Oh Lé, foi só um pesadelo, esquece tudo isso e pensa na tua ida ao cinema. Tenho a certeza que vai correr tudo bem! – Uma voz apareceu intrometendo-se na nossa conversa.
-Obrigada mãe! Consegues sempre acalmar-me Luísa, não me queres ensinar esse teu dom? - Tentei retribuir a alegria que ela me tinha “ oferecido” com aquelas palavras, mas não consegui.
-Isto não é dom nenhum Lé, já a conheço desde pequenina, já sei as palavras que gosta de ouvir e as que não gosta - Luísa, pronunciava estas palavras enquanto afastava o meu cabelo dos olhos, de uma maneira muito delicada, como que se fosse uma pedra preciosa, que à minima brisa se partiria.
-Conheces-me mesmo como a palma da tua mão Luísa. Mas agora tenho de me despachar a tomar o pequeno-almoço, porque ainda tenho muita coisa para fazer, como escolher a roupa... - Pronunciava estas palavras enquanto comia um maçã à preça e subia os degraus das escadas para o meu quarto.
Continuaa...
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Sem dedicatórias xD A todos os que acompanham ... <3
Desculpem o tempo que demoro a postar ;$
** espero que tenham gostado!! :D

sexta-feira, 3 de junho de 2011

*Guitarra Entre Mãos* - 10º Capítulo*


"(...) o Tiago só tinha percebido agora que eu gostava dele e que ele gostava de mim, acho que disso não tinha dúvidas."

Cheguei a casa e sentei-me no longo sofá da sala, olhei o relógio colocado no pulso que marcavam 19:30, a esta hora deveria estar a Luísa a fazer o jantar; decidi ir à cozinha cumprimentá-la. Por muito que me custasse, levantei-me do sofá e caminhei até ao sítio desejado.

- Boa Noite, Luísa – Cumprimentei-a com dois beijinhos muito doces.

- Boa Noite, menina… Lé – Retribuiu o gesto – Eu vou demorar a habituar-me como lhe tinha dito – Rimos as duas como quase sem motivo.

- Pois… mas já é um bom princípio! – Falei não parando de rir, juntamente com Luísa.

Estávamos naquele bom ambiente quando, de repente, ouço uma voz, não queria acreditar de quem seria aquela voz:

- Letícia, filha? Estás em casa? – Perguntou minha mãe, a voz parecia ter vindo da sala, eu não queria acreditar mas sim, era ela.

- Menina Letícia, não vai ter com a sua mãe? – Inquiriu-me Luísa hesitante – Vá, ela é sua mãe – Incentivava Luísa.

Fiquei imóvel, por um lado ela era minha mãe tinha o direito de me ver e já tinha saudades dos nossos momentos, mas por outro ela não queria saber de mim há duas semanas. Difícil tomar uma decisão, então, decidi revê-la, não podia esconder-me para sempre. Dei um passo em frente e olhei para a Luísa, ela acenou com a cabeça como um sinal positivo para avançar, continuei caminhando até que ela veio ao meu encontro.

- Mãe?! -  Interroguei, como se estivesse a pensar alto.

- Sim, sou eu! Já não me conheces? – Abriu os braços para me dar um abraço quando eu a surpreendo:

- Sinceramente, não… - Respondi rudemente para que ela percebesse que não estava feliz por ter voltado.

Subi as escadas e fui para o meu quarto, as lágrimas derramavam sedentas e rancorosas. Fechei os olhos pensando na última vez que a tinha visto e naquilo que tinha dito à Luísa, havia uma mistura de sentimentos, pessoas, palavras, actos e atitudes, a Clara, o Tiago e minha mãe. Naquele momento, a minha vida estava um caos, com aquela confusão na minha cabeça, acabei por adormecer.

Acordei com alguém a mexer no meu cabelo e uma gota de água caída em cima de meu rosto, parecia uma lágrima. Abri os olhos pouco a pouco e vi minha mãe chorando e falando sozinha. Fiquei preocupada, não sei porquê, ela não se tinha preocupado comigo e eu estava preocupada com ela. Apesar de tudo o que me tinha feito sofrer, ela era minha mãe e precisava de mim, mais do que nunca.

- Mãe…? – Inquiri, mesmo sabendo que era ela.

- Letícia, desculpa filha. Eu sei que não te tenho dado atenção, nem metade daquilo que mereces, penso que tens saudades de todos os momentos que passamos, de todas as vezes que te perguntei se estavas bem e mesmo dos teus namoradinhos, acredito que tens um ódio de mim, mas lá no fundo, isso são saudades.

Incrível, ela sabia o que eu sentia, aquilo que me fazia falta, aquilo que me magoava, aquilo que me fazia odiá-la e sobretudo que tinha saudades de todos os momentos passados com ela. Apesar de estar longe, era ela que me compreendia.

- Sim, eu sofri muito contigo, nestas duas semanas não quiseste saber de mim, não te preocupaste comigo, os momentos que passamos juntas foram trocados pelo teu trabalho, pelas tuas coisas, eu já não sei quem tu és – Naquele momento, as palavras soltaram-se como pessoas em liberdade e deram lugar a tudo o que eu sentia, que fora exprimido anteriormente.

- Eu percebo a tua revolta contra mim, todos os dias ligo para a Luísa para saber como estás, não te perguntava directamente porque tinha medo da tua reacção, tenho dormido no escritório pois estamos com problemas financeiros na empresa desde que o teu pai sumiu de Portugal, eu tenho tentado dar a volta e conciliar uma das pessoas mais importantes da minha vida, tu Letícia, com o trabalho, é complicado gerir uma fábrica com mais de 1000 empregados e ter uma filha que adoro e não posso estar com ela. Achas que também não tenho saudades dos nossos momentos? Dos teus amores? Das nossas conversas, das nossas saídas ao Shopping ou mesmo de estar contigo? – A minha mãe gritava comigo, num bom sentido, claro, e chegou mesmo a conter o choro, eu nunca me tinha apercebido do seu lado, sempre pensei que ela não se preocupasse comigo, pelos vistos estava enganada, agora percebia porque a Luísa dizia que ela se importava comigo.

- Desculpa mãe, por tudo o que disse e acusei – Levantei-me da cama e abracei-a ao de leve – Estava cheia de saudades tuas, dos nossos momentos, conversas e sobretudo de estar contigo, eu agora percebo que te tens esforçado muito por manter a empresa que o pai abandonou e por te esforçares para estar comigo, percebo que seja complicado mas eu também sofro com isso. A minha adolescência está a passar por uma fase complicada e a única pessoa com quem tenho falado é com a minha melhor amiga, ela ouve-me e aconselha-me, mas é diferente quando és tu – Não queria acreditar no que estava a dizer, recuando alguns minutos ou horas, pois não sei quanto tempo estive adormecida, eu tinha-lhe um ódio de morte, agora compreendia que tinha sido difícil conciliar-me a mim e a empresa. Ela era tudo para mim, agora uma dúvida moía a minha cabeça, neste momento de aflição porque só pensava nele.

[Pensamento Lé] * Conto-lhe do Tiago ou não? Contudo, ela sabe que eu gosto dele, só não sabe que deu sinais que também gosta de mim * [Fim do Pensamento]

- Mãe, eu gostava de recuperar estas duas semanas que passei longe de ti, porque, estes últimos dias têm sido uma confusão na minha cabeça por causa do... - Parei, pensando nas palavras que acabara de pronunciar. Mesmo sem querer, tinha começado a contar á minha mãe , de tudo o que se passou com o Tiago.

- Por causa do quem filha, quem é o rapaz? Hm.. espera aí... por causa do Tiago?- mesmo depois de duas semanas atuladas de trabalho, ainda se lembrava do nome dele!

- Sim... ele esta semana tem dado sinais que gosta de mim! - Balbuciei eu, entre os dentes, estava tão envergonhada, já não tinha estas conversas com a minha mãe há muito tempo.

- Mas dando sinais como assim filha? - Eu já não estava habituada a ouvir a minha mãe a falar para mim com uma voz doce, quer dizer, já não estava habituada a ouvi-la falar para mim.

- Eu comecei a dar-lhe aulas de guitarra e cortei-me numa das cordas. Ele quis fazer-me o curativo e quando me virei, ele estava a um centimetro de mim, quase nos beijámos. Hoje de tarde, fomos ao Shopping e estivemos na JustGames, e quando estavamos a jogar na Wii, quase que nos beijámos outra vez e amanha vamos ao cinema! – Comecei a contar-lhe a história toda e à medida que eu continuava, ela ficava cada vez mais espantada, porque, só ao fim destes anos todos, ele deu “sinais de vida”. Toda esta conversa me lembrava os velhos tempos, em que ela tinha todo o tempo do mundo para mim.
Continuaa...   
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Muito tempo sem postar... Desculpem lá! Bem, agora que a fase dos testes acalmou um bocadinho, aproveitei! Estou desejosa pelas férias...
Vá, eespero que tenham gostado    (nao liguem se houver erros ortograficos) é que tenho 2 anciosas: Carina e Cat'.... Luísa, este é teu por comentares todoos!!! LY <3